segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Fanfic: "Amando o Homem Errado"- 7º Capítulo(Final)

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Autora: Gabi Cullen
Censura: + 16
Capítulos: 07
Sinopse: Isabella  nutre uma paixão platônica por Jasper desde criança, ficando arrasada quando anos mais tarde ele se casa com outra mulher. Acredita que nunca mais amará outra pessoa em toda sua vida. A situaçao complica quando ela percebe que todos a sua volta sabem de sua paixão não correspondida e ficam penalizados, dentre eles,  Edward Cullen, irmão mais velho de Jasper, conhecido por seu  cinismo e pelo hábito de fazer comentários sarcásticos, principalmente em relação à Bella. Então, Bella usará  Edward para matar sua ânsia de amor, fingindo que ele é Jasper e é aí que o feitiço poderá virar contra o feiticeiro...


Fic adaptada e baseada no Livro de Penny Jordan, " Amando o Homem Errado".

Capítulos Postados     
 


7º Capítulo


Bella e Alice faziam compras, num sábado à tarde.

— Quando olho para você, fico na dúvida se Jasper e eu tomamos a decisão certa, optando por esperar alguns anos para ter o primeiro filho — Alice comentou.

Estavam passando por uma loja especializada em artigos para recém-nascidos, e Alice chamou a atenção de Bella para as peças na vitrina.

— Com você e Edward as coisas são diferentes — a amiga continuou. — Ele é mais... mais maduro para se tornar pai do que Jasper. Dá para perceber como está feliz com a idéia de ter o bebê.


Bella concordou. Era verdade. Não havia dúvida de que Edward queria e amava o bebê. Entretanto, ela achava, ele não tinha o mesmo sentimento pela mãe do bebê. Desde o incidente na villa italiana, quando ela implorara para que fizessem amor, Edward mantinha-se relativamente distante.

Agora, passadas seis semanas, ainda era difícil para Bella acreditar no que acontecera. Aquilo era algo que Alice ia morrer sem saber, pois acreditava que Bella e Edward estavam profundamente apaixonados um pelo outro.

A realidade de seu casamento era um segredo que Bella teria de esconder de todos. A realidade de seus sentimentos era um segredo que teria de esconder de Edward. Esse último segredo, ela guardava consigo desde a última vez em que haviam feito amor.

Lembrava-se com tristeza da humilhação de ser rejeitada, pela manhã. Ao tocá-lo, tendo ainda na alma um brilho de felicidade, vira que ele acordara contrariado e arredio.

Não gostava de lembrar-se daquela noite. Se arrependimento matasse, ela preferia morrer a ter se comportado com tanta ingenuidade.

Voltando mentalmente no tempo, ela admitia que não havia justificativa para o que fizera, naquele dia. E havia outra coisa. Desde menina, sempre fora fiel ao seu pensamento. Dizia a todos que só amaria um homem na vida: Jasper. Agora, era muito difícil confessar que estava errada, que tudo não passara de uma simples paixão, que não fora amor. Agora, sabia a diferença, mas era tarde.

A dor da paixão por Jasper não significava nada, comparada com a agonia de coração e alma que estava suportando. Desde que descobrira seu amor por Edward, o sofrimento fora muito maior, pois sabia que ele não a amava.

Ela sentia que não era amada Edward, de repente, começara a ficar mais tempo no trabalho e arranjava sempre uma desculpa para uma viajem de negócios. Queria ficar longe de casa o maior tempo possível, ela deduzia.

Bella nunca questionava as atitudes de Edward, seu afastamento e seu silêncio. Simplesmente aceitava os fatos. Agindo assim, calculava que finalmente entrara para o mundo real da maturidade.

Fazer sexo com Edward podia amenizar a ansiedade física de seu corpo, mas não satisfazia a necessidade emocional, pelo contrário, aumentava-a. Por isso, Bella decidiu valer-se de todo o autocontrole que ainda lhe restava. Manteria também a distância física entre ela e Edward, tanto em público como na intimidade. Apenas quando ele não estivesse presente se daria o luxo de chorar.

Às vezes, imaginava que desculpas ele apresentaria, para ficar longe de casa, depois que o bebê nascesse. Naturalmente teria várias. Então, ela riria e dedicaria todo seu amor ao bebê. O casamento, mais cedo ou mais tarde, acabaria.

Bella retardara de propósito o retorno das compras com Alice. Assim, quando chegasse em casa, talvez Edward já tivesse saído, como fazia quase todas as noites.

E, realmente, ele não estava em casa. A despeito de que não queria encontrá-lo, ela sentia que tudo ficava vazio sem ele. Como seu coração, como sua vida.

Acabara de fazer chá, quando a campainha tocou. Foi atender e surpreendeu-se ao ver Jasper.

— Entre — ela convidou. — Edward não está, mas...

— É com você que eu quero falar, Bella — ele informou, um pouco sem jeito.

Bella franziu as sobrancelhas, confusa. Desde seu casamento com Edward, ela e Jasper nunca tinham ficado sozinhos. Quando voltara da lua-de-mel, nem notara a ausência dele na empresa, até que Edward comentara o fato.

— É sobre Alice — Jasper explicou, quando já estavam na cozinha.

— Alice? — ela repetiu, servindo-lhe uma xícara de chá.

— É. Ela colocou na cabeça que também quer ter um bebê — ele esclareceu. — Quando nos casamos, ela sabia que eu não era como Edward. É claro que quero filhos, mas não agora. Por enquanto, quero ter Alice só para mim, mas ela não me ouve.

— Oh, Jasper, sinto muito — Bella murmurou com simpatia. — Mas é com sua mulher que você tem que conversar, não comigo.

Era estranho, mas aquele rapaz que despertara nela a mais avassaladora paixão, agora despertava apenas um sentimento quase maternal.

— E, acho que tem razão. É bom ver você e Edward tão felizes, Bella — ele afirmou. — Você sempre foi uma pessoa especial para mim.

Jasper falou num tom de voz carinhoso e abraçou-a tão apertado, que ela quase perdeu o fôlego. Ninguém percebeu a porta se abrir e Edward entrar.

— O que está acontecendo aqui? — ele perguntou. Foi Jasper quem respondeu:

— Desculpe, Edward, vim aqui só para trocar umas idéias com Bella — justificou, olhando para o relógio. — Vou para casa Alice deve estar se perguntando onde eu estou. Não vou esquecer o que me disse, Bella.

Ela estremeceu ao ver o olhar duro de Edward, quando Jasper foi embora.

— O que você disse, que Jasper prometeu não esquecer? — ele perguntou ameaçadoramente. — Ou será que posso adivinhar? Por acaso disse o quanto o ama, Bella? Quanto ainda o quer?

— Não! — ela gritou em protesto. — Você entendeu tudo errado.

— Não minta, Bella. Ambos sabemos o que você sente por Jasper. O que fez, para ele vir aqui? Disse que era com ele que deveria ter casado, que é ele que você deseja, quando está nos meus braços?

— Não — Bella continuou negando, alarmada com o tom agressivo da voz dele. — Claro que não, Edward.

— Não?! O que disse, então? Contou, por acaso, que pediu para eu fazer amor com você? Que me implorou para satisfazê-la?

Bella ficou boquiaberta. Nunca o vira tão furioso e descontrolado.

— Meu Deus, você não agüentou esperar pelo menos eu estar longe, para trazê-lo aqui, não é, Bella? Há quanto tempo vem acontecendo? Desde quando ele vem aqui quando não estou?

De repente, Bella achou que já ouvira muita injustiça e decidiu contra-atacar.

— Por que está se incomodando? Você não pára em casa e...

— E Jasper, evidentemente está sempre por perto. O que inventou, para ele vir aqui? Fingiu que precisava de um ombro para chorar? O que pretende realmente, Bella? Sabe que ele não a quer.

— Eu sei, sim — ela concordou com aspereza. — Jasper só queria falar de Alice. Está preocupado porque ela quer ter um filho, e eles tinham decidido esperar algum tempo.

— Um filho! Disse a meu irmão que Alice não era a única a querer um filho dele? Foi por isso que ele disse que você é especial?

Bella não conteve o susto, ao ouvi-lo repetir as palavras de Jasper.

— Jasper veio aqui só para conversar... como primo — ela confirmou.

— Primo! Por isso estava nos braços dele? — Edward perguntou com sarcasmo.

— Edward, aonde vai? — Bella gritou, quando ele saiu da cozinha.

— Pegar o que vim buscar. Sabendo que você não gosta de me encontrar, quando chega em casa, saí às pressas e esqueci uns papéis de que preciso.

Bella ouviu a porta bater, quando ele entrou na saleta que usava como, escritório. Foi tudo tão rápido que ela ainda estava em pé, na cozinha, quando ele voltou.

— Edward, precisamos conversar — ela disse energicamente. — Não podemos continuar assim.

— O que sugere? O divórcio? Saia da minha frente, Bella — ele avisou, furioso. — Antes que eu faça algo de que me arrependa depois.

Ele parou no limiar da porta e olhou para trás.

— Quero que uma coisa fique bem clara, Bella. Se conseguir persuadi-lo a satisfazer suas fantasias de adolescente, eu prometo que os dois vão se arrepender de terem nascido. Você não o ama, Bella, não sabe o que é amar verdadeiramente.

"Tem razão, Edward, eu não amo Jasper", ela concordou, em silêncio, ouvindo-o dar partida no carro. "Eu amo você."

Quanto ao amor verdadeiro, agora ela sabia o que era dar, mas não sabia ainda o que era receber.

"O que sugere? O divórcio?" As palavras de Edward ecoavam sem parar em sua mente. Significavam que ele estava arrependido do casamento? Queria dar um fim em tudo?

Incapaz de suportar a solidão da própria casa, Bella passou o resto da semana com os pais.

Na segunda-feira de manhã, acordou com uma terrível dor de cabeça, talvez por ter passado quase toda a noite chorando. A mãe sugeriu que ela ficasse em casa, mas Bella insistiu em ir trabalhar. Lá pelo meio-dia, a dor tornou-se tão intensa que ela comunicou a Jasper sua intenção de ir embora.

— Não pode dirigir assim, Bella — ele preocupou-se, vendo a palidez de seu rosto. — Deixe que eu a leve. A que horas Edward vai estar em casa?

Bella fez um trejeito, como a dizer que não sabia. Bastava perguntar à secretária, mas seu orgulho não permitia revelar que ignorava as atividades do marido.

Jasper acabara de entrar na estrada principal, quando tudo aconteceu. Ele teve de frear bruscamente para não atropelar um ciclista, e o carro de trás bateu violentamente na traseira deles.

Bella sentiu todo o impacto, embora estivesse presa pelo cinto de segurança. Chorando de susto e temendo pelo bebê, sentiu a vista escurecer. Perdeu os sentidos.

A primeira coisa que ouviu ao voltar a si foi à sirene de uma ambulância que se aproximava.

— Não se mexa, Bella — ela ouviu Jasper orientar, quando se agitou no banco do carro.

Ele saíra do veículo e estava em pé ao lado dela. Perto dele, outro homem, um estranho, argumentava defensivamente.

— Foi uma batida leve. O estrago foi pequeno – o homem disse.

— Ela está grávida — Jasper replicou nervosamente. — Por que não prestou mais atenção?

— Foi culpa do ciclista — o homem defendeu-se.

— Duvido que a polícia vá entender assim – Jasper alegou.

Bella desejou que eles parassem de falar, ou fossem discutir longe dali. Com dor de cabeça, o simples som de suas vozes era insuportável.

— Edward, Edward, onde você está?

Ela não tinha percebido que pensara em voz alta, até que o estranho perguntou:

— Quem é Edward?

— O marido dela — Jasper informou. — Não quero estar na sua pele, quando ele souber do que aconteceu.

Bella estava tremendo, em estado de choque, quando a polícia e a ambulância chegaram.

— Sinto muito, querida — o enfermeiro desculpou-se, insistindo em deitá-la na maca. — É nosso procedimento. O que aconteceu, exatamente?

Bella percebeu que ele franziu as sobrancelhas, quando um policial explicou que o carro fora empurrado vários metros para frente.

— Acho melhor levá-la para um exame mais específico — o enfermeiro opinou.

— Eu acompanho você, Bella — Jasper ofereceu-se. Ela, porém, fez um gesto negativo de cabeça.

— Não — recusou. — Eu quero Edward.

Seus olhos encheram-se de lágrimas que ela não pôde conter.

"Não se incomode comigo", quis gritar, quando o enfermeiro perguntou se estava sentindo dor.

Sua preocupação era com o bebê. A dor aguda que sentira no momento do impacto havia passado, mas o, bebê estava muito quieto. Bella rezava desesperadamente para que ele fizesse algum movimento.

O trajeto para o hospital pareceu durar uma eternidade. Bella viu quando os dois enfermeiros da ambulância trocaram um olhar preocupado, nas duas vezes em que se sentiu mal no caminho.

A enfermeira que a recebeu foi tão atenciosa quanto eficiente. Prometeu entrar em contato com seus pais e tranqüilizou-a, dizendo que os bebês são muito mais resistentes do que ela podia imaginar.

— Vamos cuidar de você, primeiro — decidiu. – Tem um "galo" enorme na sua cabeça. Dói?

Bella não percebera ainda que tinha batido a cabeça. Levando a mão à fronte, retraiu-se, quando viu os dedos sujos de sangue.

Quando os pais chegaram, Bella já estava no quarto.

— Oh, querida, como está se sentindo? — a mãe perguntou, correndo para o lado da cama.

— Comigo, tudo bem — Bella afirmou. — Estou preocupada com o bebê.

Percebeu o olhar de ansiedade que os pais trocaram.

— Eles dizem para eu não me preocupar — choramingou. — Que preciso descansar. Mas não senti mais o bebê chutar. Quero ver Edward.

— Jasper está fazendo o que pode para localizá-lo, querida — a mãe tentou acalmá-la. — Até agora não conseguiu entrar em contato pelo celular.

— Se Edward estiver no carro, não vai atender – Bella comentou, desanimada. — Diz que é perigoso.

A tarde passou num clima de cochichos e conversas longe do alcance de Bella, deixando-a mais do que ansiosa. O bebê ainda não se mexera, e ela estava com receio de que algo de grave tivesse acontecido com ele. Com "ela", com a filha de Edward.

Novas lágrimas inundaram-lhe as faces. Seus pais se ofereceram para fazer-lhe companhia, mas foram dispensados. Era Edward que ela queria, ninguém mais.

De olhos fechados, murmurou o nome dele, com as mãos apoiadas na barriga num gesto de proteção.

Abriu os olhos rapidamente, quando a porta do quarto abriu-se, mas não foi Edward quem entrou.

— Jasper! — ela exclamou, desapontada. — Onde está Edward? Conseguiu encontrá-lo?

— Ainda não, mas é só uma questão de tempo.

Ele sorriu, mas Bella percebeu que também estava preocupado. Jasper tentou confortá-la, acariciando-lhe as mãos, mas ela se esquivou.

— Não, Jasper, não é você que eu quero. E Edward.

Como ela começasse a chorar convulsivamente, ele tocou a campainha. A enfermeira atendeu ao chamado rapidamente, e os dois começaram a conversar em voz baixa. Bella esforçou-se para ouvir o que estavam dizendo.

— A condição dela é instável — a enfermeira murmurou. — Estamos preocupados com os batimentos cardíacos do bebê.

— Ela quer o marido. Fizemos o possível para encontrá-lo, mas até agora... — Jasper fez uma pausa. — Ele já devia estar em casa, há esta hora. Só Deus sabe por onde anda.

Bella fechou os olhos. Edward fora embora. Deixara-a, sem se importar com o fato de ela estar grávida. O bebê não estava bem. Se morresse, ela perderia os dois. Sem eles, o que seria de sua vida?

— Tenho que ir, agora — Jasper dirigiu-se a Bella. Para ela, era indiferente que ele ficasse ou se fosse.

Sem Edward, sentia-se sozinha.

Não demorou muito para uma forte sonolência domina-la. Sabia que a enfermeira administrara-lhe um sedativo.

— É para o bebê descansar — a mulher explicara, quando ela fizera objeções.

Dormiu. Quando acordou e abriu os olhos, percebeu que a dor de cabeça e o mal-estar tinham desaparecido. Sentia apenas o corpo ligeiramente dolorido.

O quarto estava em penumbra, mas ela viu quando Jasper abriu a porta e entrou.

— Bella — ele começou, mas ela olhou para o outro lado.

— Vá embora, Jasper.

Quando a porta se fechou atrás dele, ela deixou escapar um soluço.

— Edward, onde está você? Eu te amo tanto! Amo vocês dois — ela murmurou, acariciando a barriga. — Edward...

— Estou aqui, Bella.

Ouvindo aquela voz querida, ela não conseguiu evitar um tremor de emoção.

— Edward! — exclamou, olhando em volta ansiosamente.

Era como se estivesse com medo de que não fosse verdade.

— Quando... como... — ela balbuciou, quando viu-o levantar-se de uma cadeira e aproximar-se da cama.

— Jasper deixou uma mensagem na secretária eletrônica lá de casa — ele explicou.

Por um momento, Edward conteve-se, mas logo a emoção venceu o autocontrole.

— Meu Deus, Bella, como foi que...

— Não foi culpa de Jasper — ela apressou-se em esclarecer. — Foi um acidente.

Começou a tremer violentamente, e Edward segurou-lhe a mão.

— Está gelada — ele comentou.

— Não se preocupe comigo, Edward. Nossa menininha... Não estou mais sentindo seus chutes. Eles dizem que está tudo bem, mas como pode estar, se ela está tão parada? Estou com medo. Ela ainda é tão pequena e vulnerável, e eu a amo tanto!

— Jasper me contou que você o mandou embora, e que só queria a mim. É verdade?

— É verdade, sim — Bella respondeu, levantando a cabeça do travesseiro. — Onde você estava?

— A caminho da Itália. Ia para a villa.

— O quê? Por quê?

— Você não é a única a alimentar fantasias românticas, sabe? A diferença entre nós é que eu tive mais experiências.

— Fantasias? Que tipo de fantasias? — Bella perguntou, confusa.

— As mais simples possíveis. Um dia, espero que a mulher que amo também me ame. Quero que, no escuro da noite, na privacidade de nossa cama, ela diga que me deseja. Sonho que ela me peça para amá-la para sempre.

Bella ouviu-o, sentindo-se aflita. Edward estava apaixonado por outra mulher! Como ela não adivinhara?

— Quem é essa mulher? — perguntou, abalada. — Eu a conheço?

— Sim, você a conhece — Edward admitiu.

De repente, indiferente a qualquer outra coisa, Bella gritou numa explosão de alegria:

— O bebê! Está se mexendo! Oh, Edward, ela está bem!

Agarrou-se à mão dele, e lágrimas de felicidade inundaram-lhe o rosto.

— Bella, por que você quis que eu estivesse aqui com você, e não Jasper?

— Você é meu marido, Edward — ela respondeu, sem coragem de fitá-lo. — E o pai de meu bebê, e...

— E o quê? — ele pressionou.

— E porque eu te amo — Bella confessou finalmente. — Mas sei que você não me quer. Agora, conheço o verdadeiro amor, não sou mais uma adolescente. Se quiser que o deixe livre, poderá ir para a mulher a quem ama.

Ela mordeu o lábio inferior, numa tentativa desesperada de refrear a emoção.

— Já estou com ela, nunca a deixei. Na verdade, ela está aqui — Edward informou calmamente.

— Aqui?! — Bella perguntou indignada, olhando instintivamente para a porta. — Teve coragem de trazê-la aqui?

— Oh, Bella!

A exclamação de Edward foi acompanhada de um sorriso, enquanto ele se sentava na borda da cama e inclinava-se, abraçando-a com ternura.

— Você é a única mulher que eu amo, a única que sempre amei. Está mesmo tão cega que não consegue perceber?

— Você me ama? Não é possível! Parecia estar sempre zangado comigo, e eu...

— Foi um recurso que encontrei para não sofrer, sabendo que você só tinha olhos para Jasper. Apaixonei-me, quase na mesma época em que você se apaixonou por ele.

— Mas se realmente me ama, então por que...

— Por que, o quê? — Edward murmurou.

— Por que agia com tanta frieza comigo, depois que fazíamos amor? Pensei que o desgostasse.

— Oh, Bella, se soubesse o que significou para mim fazer amor com você! Quase confessei meu amor, naquela primeira noite, no hotel. Mas você desejava Jasper.

— Acho que eu já amava você, sem saber — Bella considerou. — Acho que já te amava, quando era criança, mas cresci e me enchi de fantasias tolas.

— Isso é normal, na adolescência — Edward consolou-a.

— Não consigo entender como pude me enganar, pensando que meu sentimento por Jasper era amor verdadeiro. Agora, quando penso...

Ela parou de falar, quando Edward beijou-a.

- Edward... – Bella murmurou, interrompendo o beijo.

— O que foi?

— Quero ir para casa. Por favor, faça eles me mandarem embora... com você.

— Tem certeza? — ele perguntou, beijando-a novamente.

Agora que sabia da verdade, Bella se admirava de não ter percebido antes. O amor que pensara nunca encontrar estivera sempre tão perto, materializando-se em cada toque, em cada olhar.

Não é só através de palavras que se reconhece o amor, ela pensou, num súbito rasgo de sabedoria.

— Foi horrível mendigar o amor de Jasper — ela declarou.

— Ótimo que tenha descoberto isso — Edward replicou com ar austero, então riu descontraidamente.

— Acha que tudo ficará bem entre ele e Alice? Ela quer ter um bebê, e Jasper...

— Os dois se amam. Encontrarão um meio de resolver o problema.

A enfermeira ralhou com eles, quando entrou no quarto e viu-os abraçados.

— A paciente precisa descansar — disse em tom severo.

— Quero ir para casa — Bella pediu.

— Bem, não posso decidir — a enfermeira respondeu com ar desaprovador. — O que sei é que há esta hora você devia estar dormindo.

O médico solicitado por Edward, entretanto, teve outro ponto de vista. Achou que ela podia ir para casa, contanto que não abusasse das próprias forças por alguns dias.

— Não se preocupe, doutor — Edward respondeu. — Ela vai se resguardar, mesmo que eu tenha de ficar na cama também.

— Nada de viagens de negócios, agora — Bella disse a Edward, quando, mais tarde, ele a ajudou a entrar no carro.

— Tudo bem — ele concordou. — De agora em diante, viajar será tarefa de Jasper.

— Coitada da Alice! — Bella protestou.

— No futuro, a única exigência que farei, para viajar, é que minha esposa viaje comigo — Edward informou.

— Viajarei, com uma condição — ela replicou, sorrindo.

— E qual é? — ele perguntou.

— Que o presidente da empresa e sua tradutora possam dividir um quarto de casal... e a mesma cama. Tudo por uma questão de economia, naturalmente — Bella brincou.

Edward riu e, ao perceber o olhar provocante de Bella, acrescentou:

— Precisa repousar, esqueceu?

EPILOGO

Reneesme Carlie Cullen nasceu no dia vinte e um de dezembro, a tempo de passar o Natal com a família.

— Ela é perfeita — Edward comentou na véspera do Natal, observando Bella amamentar a filha. — E linda, mas não tanto quanto a mãe.

Bella riu.

— Houve um tempo em que "perfeita" e "linda" seriam as últimas palavras que você usaria para me descrever — lembrou.

— Acredita que eu queria uma filha só para amar uma miniatura de você? — ele murmurou.

Ouvindo aquela confissão, Bella sentiu lágrimas nos olhos, compreendendo a intensidade com que o marido queria seu amor.

Ela estava usando o colar de pérolas que Edward lhe dera para celebrar o nascimento da filha. Entre os presentes que haviam chegado para Reneesme, havia uma pulseira de prata, de confecção artesanal, mandada por tia Alice. O modelo exclusivo imitava uma guirlanda de pequenas flores.

Bella recebera de Alice também um buquê de flores artificiais, que reconhecera prontamente. Tanto tempo parecia ter passado desde que ela pegara o ramalhete, no casamento da amiga, e não fazia mais do que dez meses!

"Não me pareceu apropriado mandar-lhe isto, quando você e Edward casaram-se. Não sei por quê", Alice escrevera no cartão que acompanhava o buquê. "Mas, agora, acho bastante apropriado. Duas já foram, falta uma."

Bella riu, mostrando o cartão a Edward.

— Bem, ela conseguiu o que queria, comigo, mas não vai ser tão fácil com Rose, que é contra o casamento ou qualquer outro tipo de compromisso. Mas duas de nós três, hein? Nada mal.

— Humm... — Edward murmurou, enquanto ela punha Reneesme no berço. Então, tomou-a nos braços. — Tenho coisas muito mais interessantes para fazer do que conversar sobre as manipulações e superstições de Alice.

— Por exemplo? — Bella provocou.

— Venha cá que eu lhe mostro.


Rindo, ela foi.De encontro ao homem a quem aprendeu verdadeiramente  a amar.


                                                                       Fim!!


N-A: Gostaram? Eu realmente amo esse final, o acidente fez com que o muro entre eles fosse destruido... É parece que tem males que vem para o bem! Eu amei o passa fora da Bella no Jasper, e como ela ficou carente... o desprezo do Edward deu resultado! Acredito que a Bella tenha evoluído e amadurecido bastante, nao é a toa que o felizes para sempre desses 2 ficou garantido =)

Amores mais uma short fic chegando ao final, acredito em que breve vocês terão outras fics minhas sendo postadas no IR. Então não direi adeus kkkk No máximo um "Até Breve". Obrigada a todas que comentaram , leram e recomendaram essa fic. 

                                                                       Beijos)


                                                                     Gabi Cullen

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