quinta-feira, 6 de março de 2014

Fanfic "Recomeçar"- Capítulo 9


Autora: Loa Estivallet (Blog / NyahTwitter)
Sinopse: Um amor para toda a vida, abalado por uma traição...Um filho ansiado, chegando no pior de todos os momentos.Duas pessoas separadas por uma mágoa profunda e dilaceradora, afastados pelos novos rumos e pessoas em suas vidas...Mas o amor verdadeiro tudo supera. E está sempre à espreita, esperando o momento para recomeçar...
Classificação: +16 
Categorias: Saga Crepúsculo
Personagens: Alice Cullen, Angela Weber, Bella Swan, Carlisle Cullen, Charlie Swan, Edward Cullen, Emmett Cullen, Esme Cullen, Jasper Hale, Kate Denali, Rosalie Hale
Gêneros: Drama, Romance, Universo Alternativo
Avisos: Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Capítulos Postados: 1 2 3 4 6 7 8

Capítulo 9

"Despertar"

– Bom dia Edward... – Patrick saudou ao entrar no quarto estéril da ala semi-intensiva do hospital.
Edward despertou do seu torpor e encarou desanimado o rosto amistoso de seu rival. Não tinha forças nem para ser desagradável com ele como nos outros dias, já que toda sua energia estava canalizada na preocupação com Bella.
Há nove semanas e meia ele não dormia em outro lugar que não fosse aquele quarto de hospital, espreitando, ansiando pela melhora da ex-esposa.

Sua chegada, apenas dois dias depois de sua partida, não surpreendeu sua família ou mesmo Patrick, que não criou qualquer empecilho para a constante presença do ex-marido de sua, ainda, noiva.
– Bom dia Patrick... – Edward respondeu de má vontade – Chegou mais cedo hoje...
– Sim, pra conversar com doutor Frackling. Ontem quando saía ele me avisou que os resultados estariam prontos agora pela manhã.
Edward, que antes estava sonolento, arregalou os olhos e focou no envelope que o pediatra segurava.
– Posso ver?
Patrick entregou os exames a ele, aguardando.
Edward observou os resultados com extremo cuidado.
– Ela está estável... – Falou com certo alívio – Mas o quadro clínico ainda é o mesmo.
Ele pôde sentir sua feição desabar com o desalento, era inevitável.
Bella estava bem, mas o quadro não mudava. O inchaço intracraniano já havia cedido, e por um milagre, não haviam restado coágulos. As fraturas estavam em um aceitável processo de cura, nem uma lesão fora considerada grave o suficiente para deixar sequelas. Clinicamente não havia razão para ela permanecer em coma, mas Edward, como o médico experiente que era, sabia que nestes casos era impossível prever quando o paciente acordaria após a estabilização de seu estado clínico.
Ele sentiu uma mão pesada em seu ombro.
Não sentiu repulsa, como imaginara que sentiria, ao perceber que Patrick o consolava.
– Ela vai acordar quando estiver pronta... E acredito que nossa situação se definirá em breve mas, preciso te fazer um pedido Edward... – O tom do pediatra era ameno, mas não escondeu sua dor.
Edward sabia sobre o que o outro queria falar. Patrick também teve a certeza, quando soube a rota que Bella seguia ao se acidentar, que ela havia feito uma escolha. E essa escolha obviamente não incluía mais o casamento deles.
– Não a pressione. Dê a ela o tempo que ela precisa para se situar. – Falou controlado – Sei que está ansioso por resolver a situação de uma vez, e saiba que eu não vou criar qualquer problema... Só peço que seja paciente.
Edward, por um breve momento, se viu naquela mesma posição, de quem tem de abrir mão de algo que ama por não ter outra escolha. Ele podia imaginar a dor que Patrick estava sentindo, se o amor que sentia por Bella fosse remotamente próximo ao que ele também sentia. E compreendeu que sim, o amor que o homem a sua frente sentia por sua ex-mulher era sincero e profundo.
O olhou firmemente nos olhos.
– Eu não questionarei ou incitarei nada. – Falou sereno – Eu quero primeiramente que ela saia daqui, se recupere totalmente, e sei que é isso que você quer também. Me desculpe se fui sempre tão desagradável com você, mas, acredito que você pode entender.
– Sim, eu posso.
Eles trocaram um olhar pacífico.
– Bom, eu vou em casa ver o Anthony, mas volto rapidamente. – Edward comentou – Alice está chegando em meia hora.
– Certo. – Patrick anuiu – Se precisar descansar um pouco mais, eu posso dormir aqui hoje.
– Eu agradeço, mas, não. – Disse cortês – Eu quero estar aqui quando ela acordar, então não posso me afastar por muito tempo. Ela pode acordar a qualquer hora agora.
Eles se encararam neutros por mais alguns segundos, a quietude se assentando entre eles. Então Edward se inclinou sobre Bella, dando-lhe um singelo beijo na testa, e sussurrou ao seu ouvido.
– Eu volto logo, amor...
E saiu em seguida.
Patrick o observou até a porta ser fechada, aceitando dentro de si a dor da perda. Agora era questão de tempo para que ele não tivesse mais a mulher que amava ao seu lado.
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Eu volto logo, amor... As palavras ecoaram repetidamente até se desmancharem naquelas nuvens rosadas que cobriam o céu entardecido.
Bella não sabia onde estava, mas sentia que Edward estava com ela todo o tempo.
Podia sentir seu calor, ouvir sua voz, notar sua presença, e mesmo sua ausência, como agora.
O momento parecia incontável, imensurável.
Naquela dimensão desconhecida onde o tempo parecia não passar e ela vivia sozinha com o espectro do homem que amava, a dor não existia, nem a agonia, ansiedade, ou insegurança.
Tudo que havia naquele ambiente era serenidade... E ela não se lembrava de mais nada a não ser de seu amor por Edward.
Bella não sabia como havia parado ali, não recordava sua chegada, nem os motivos para estar confortavelmente presa onde ela podia simplesmente sonhar com a felicidade, sem dramas, sem culpas, sem mágoas...
Alguma coisa queria emergir de si, algo que borbulhava e se debatia no fundo de seu âmago, mas ela estava tão em paz ali, olhando aquele céu alaranjado que nunca escurecia, as nuvens suaves em formatos diversos salpicando o horizonte com um quê de doçura, sentada na grama úmida e macia de um parque em que ela nunca estivera antes, sentindo a brisa fresca soprar seus cabelos, que ela não se permitia divagar sobre o que lutava para insurgir... Não queria acordar, não queria se arriscar a sentir dor novamente, a perder a sensação confortadora de ter o amor de Edward para si, para sempre.
Sorriu para as nuvens outra vez, deitando-se.
– Eu espero, amor... Eu te espero. – Sussurrou para o vento, enquanto fechava os olhos.
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– Como ela está, querido? – Esme perguntou a Edward assim que ele passou pela porta.
– Estável – Ele respondeu sem ânimo – Mas não acorda.... Estou com medo, mãe.
E se entregando ao temor que preenchia sua alma, ele abraçou Esme, se permitindo chorar.
Ela esperou, sustentando o filho em seu ombro, afagando seus cabelos enquanto ele desabafava sua tristeza.
Edward se acalmou depois de alguns minutos, sentando-se no sofá da grande sala com a mãe ao seu lado.
– Eu sei que essas coisas são assim, que o fato dela estar fora de perigo e de seu quadro clínico estar estabilizado não a tiram do coma imediatamente, mas... Já tem uma semana que ela saiu da UTI, duas que o inchaço intracraniano cedeu... Por que ela não acorda? – Ele questionou a mãe como se ela pudesse lhe dar uma resposta direta, passando a mão nos cabelos nervosamente – Por que, mãe? Porque ela não volta pra mim?
Esme passou a mão no rosto do filho com ternura.
– Calma, meu amor... Não entre em desespero. Você se manteve tão forte essas últimas semanas... Ela está fora de perigo, então agora é só questão de tempo. Você deve ser paciente. O que aconteceu a ela foi muito grave Edward, talvez seu corpo esteja estável, mas, sua alma pode ainda estar ferida, se curando... Dê tempo ao tempo. Bella acordará quando estiver pronta.
Edward suspirou, lembrando que Patrick afirmara a mesma coisa mais cedo, no hospital.
– Patrick me disse a mesma coisa hoje... – Falou pensativo – O que vocês querem dizer com “quando ela estiver pronta”?
Esme sorriu languidamente, segurando a mão do filho com firmeza entre as suas.
– Nós sabemos que ela sofreu o acidente indo para o aeroporto. Deduzimos que isso significa que ela estava tentando impedir que você fosse embora. E para isso ela teria deixado o orgulho de lado e admitido que também errou quando vocês se separaram. Se coloque no lugar dela, querido... Você acha que deve ter sido fácil para ela, passar por isso? – Esme suspirou – Deve ter sido extremamente doloroso para Bella dar o braço a torcer, deixar de lado a própria mágoa para ir até lá na tentativa de impedir que você partisse. Talvez a mente dela a esteja protegendo da realidade, do furacão que ela vai confrontar assim que abrir os olhos... Ela precisará terminar com o noivo, ter uma conversa difícil com você, admitir os próprios erros e assumir responsabilidade por eles... Talvez ela esteja simplesmente se preparando psicologicamente pra enfrentar tudo isso. Eu acredito que a alma domina a mente, e a mente domina o físico. Então no fim, ela esta apenas em sono profundo, se resguardando, resguardando forças pra lutar na batalha que vai travar quando voltar.
Edward encaixou a cabeça no ombro da mãe, as lágrimas brilhando em seus olhos.
– Parece fazer sentido... – Ele murmurou – Mas não diminui meu medo de que ela nunca mais acorde... De que eu a perca pra sempre...
E novas lágrimas se derramaram em silêncio.
O peito de Edward sangrava com a possibilidade de perder o amor de sua vida uma segunda vez, e dessa vez, definitivamente... Nada o acalmaria a não ser a certeza de que isso não aconteceria. Mas nada tinha capacidade de lhe assegurar disso.
– Papai! – Anthony exclamou ao descer correndo as escadas.
Edward esfregou o rosto rapidamente, tentando disfarçar sua dor na frente do pequeno. Mas o menino era esperto e observador demais para ser enganado.
– Papai ta cholando vovó... qui foi papai?
Ele abraçou o filho, sentindo um pouco de conforto.
– Papai só está com saudade da mamãe... Não é nada. – Edward forçou um sorriso – E você meninão? Está bem? Obedecendo a vovó?
– Esse menino é um anjo... – Esme afirmou docemente – Netinho não dá trabalho, né Tony?
O menino assentiu com a cabeça, um sorriso luminoso no rosto delicado.
– Tô com sodade da mamãe tamém papai... Pede pla ela voltá...
– Eu pedi, filho... Eu pedi... Ela vai voltar logo pra gente, você vai ver...
Então se apertou mais ao filho, buscando consolo.
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Três horas depois de sair, ele estava de volta.
Antes de entrar no quarto, Edward conversara com o médico responsável por Bella, tentando amainar seu desespero.
Doutor Frackling apenas reafirmou que estava tudo bem com a paciente, que ela já estava respondendo bem aos estímulos externos, tendo respostas satisfatórias de seus reflexos e que, naquele momento, tudo que eles poderiam fazer era esperar, pois era questão de tempo para que ela acordasse.
Ele observou o rosto plácido da ex-esposa em silêncio enquanto entrava, até que Alice, que penteava os cabelos de Bella carinhosamente, notasse sua presença.
– Oi Ed... – falou baixo, sorrindo – Tenho uma novidade pra você.
Edward sorriu automaticamente em resposta à expressão esperançosa da irmã.
– O que houve? – Perguntou no mesmo tom.
– Observe... – Alice disse, e se virou para Bella.
Ela passou os dedos suavemente pela face da amiga, enquanto cantava baixinho uma música desconhecida para Edward.
O rosto de Bella tremeu quase que imperceptivelmente, e uma sugestão de sorriso elevou ligeiramente seus lábios, permanecendo ali até que Alice terminasse a canção.
Edward, surpreso, deu dois passos largos, se adiantando a ficar ao lado da irmã.
– Como você fez isso? – perguntou ansioso.
– Essa é a nossa música, minha e de Bella... Ela marcou nossa amizade de uma maneira tão significativa que, nós sempre nos emocionamos quando a ouvimos, principalmente se estivermos juntas... – Alice falou com a voz embargada – Eu estava penteando o cabelo dela, e a música me veio à mente... Quando eu comecei a cantarolar aconteceu isso que você viu...
Edward sorriu.
Isso significava que ela estava ouvindo eles.
Um sentimento forte de esperança cresceu e se acomodou em seu coração, afastando o medo que o acompanhara desde o momento em que soubera do acidente.
– Isso significa que ela pode nos ouvir, Allie... Ela está nos ouvindo... – Disse enlevado.
– Sim... – Alice anuiu – Ela está voltando pra nós, Ed...
Eles se abraçaram, compartilhando a emoção da expectativa.
Edward soltou Alice depois de um momento e encostou a testa na de Bella, os olhos fechados.
– Sinto tanto a sua falta, Bella... – Murmurou com a voz sentida – Volta pra mim, amor... Abre esses olhos castanhos que eu amo, e volta pra mim... Por favor... Volta pra mim...
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♫ And I never thought I'd feel this way (Eu nunca pensei que me sentiria assim)
And as far as I'm concerned (E ate onde eu sei)
I'm glad I got the chance to say (Estou feliz de ter a chance de dizer)
That I do believe I love you (Que eu acredito que amo você) ♫
##
Bella ouviu a música atravessar o vento e lhe alcançar uma segunda vez...
Ela reconheceria aquela música, e aquela voz, onde quer que estivesse...
##
♫ And if I should ever go away (E caso eu um dia vá embora)
Well then close your eyes and try (Bem, então feche seus olhos e tente)
To feel the way we do today (Sentir-se como estamos hoje)
And then if you can remember (E aí então você pode lembrar) 
##
Sentiu a presença de Alice preencher o ambiente novamente, e quase sentiu seu perfume... Pôde imaginar seu sorriso e seus olhos rasos pelas lágrimas que aquela música provocava em ambas... Todas as lembranças de sua amizade emergiram por entre as nuvens, repassando cada momento, cada palavra, bem em frente aos seus olhos...
##
♫ Keep smiling, keep shining (Continue sorrindo, continue brilhando)
Knowing you can always count on me (Sabendo que você sempre pode contar comigo)
For sure (com certeza)
That's what friends are for (é para isso que servem os amigos)
For good times and bad times (Nos tempos bons e ruins)
I'll be on your side forever more (Eu estarei ao seu lado, pra todo o sempre)
That’s what friends are for (é pra isso que servem os amigos) ♫
##
Bella sorriu, sentindo o coração aquecido.
Amava Alice... E agora, parando para pensar nela, ouvindo aquela canção como se a própria Alice estivesse ali, cantando para ela, notou o quanto sentia sua falta, o quanto queria poder abraça-la outra vez...
##
♫ Well you came in loving me (Bem, você veio me amando)
And now there's so much more I see (E agora há tanta coisa que eu vejo)
And so by the way I thank you (E então, por sinal, eu te agradeço)
And then for the times when we're apart (E então nos tempos em que estivermos separados)
Well then close your eyes and know (Bem, feche seus olhos e saiba)
The words are coming from my heart (Essas palavras estão vindo do meu coração)
And then if you can remember (E aí então se você puder lembrar) 
##
Se sentou na grama perfeita, encarando o rosto suave de sua melhor amiga estampado no céu, agora mais claro, de um azul límpido.
Suspirando deixou que seu sorriso se pronunciasse mais, e abriu os braços, sentindo a música passar por ela enquanto murmurava sua letra significativa...
##
♫ Keep smiling, keep shining (Continue sorrindo, continue brilhando)
Knowing you can always count on me (Sabendo que você sempre pode contar comigo)
For sure (com certeza)
That's what friends are for (é para isso que servem os amigos)
For good times and bad times (Nos tempos bons e ruins)
I'll be on your side forever more (Eu estarei ao seu lado, pra todo o sempre)
That’s what friends are for (é pra isso que servem os amigos) ♫
##
Com a alma aquietada, suspirou.
E no momento em que o silêncio pacífico se refez, notou a presença de Edward de volta.
Podia sentir seu calor novamente, a intensidade de seu amor ocupando todo o espaço ao redor dela...
Sinto tanto a sua falta, Bella... Ela pôde ouvir a voz dele pronunciar como se estivesse ao seu lado.
Seu coração acelerou, o desejo de tocar o rosto perfeito dele ardendo em seus dedos...
Volta pra mim, amor... A voz continuou.
Bella sentiu como se um choque a atravessasse, a vontade de estar ao lado de Edward a inquietando... Sentiu que precisava sair dali. Sentiu que precisava encontrar a saída daquele lugar, mas não conseguia discernir por onde...
Abre esses olhos castanhos que eu amo, e volta pra mim... Ela ouviu.
Os olhos... Abrir os olhos... Mas naquele momento, repentinamente ela não sabia onde estavam seus olhos... Se sentiu tragada para um redemoinho escuro, um túnel, um corredor, um lugar sem forma que ela não reconhecia, mas que continuava a puxando, intensamente, para o fundo, pra escuridão...
Contudo a voz não a abandonara...
Por favor... Volta pra mim...
E então ela encontrou seus olhos... E seu rosto, e seu corpo, e cada dedo de suas mãos e pés, e pôde sentir o ambiente frio, mas real, ao seu redor...
A escuridão ainda estava ali, mas ela sabia que era só porque seus olhos ainda estavam pesadamente cerrados.
Sentiu uma pressão leve em sua testa, um perfume familiar muito perto de sua face...
– Edward... – Balbuciou.
E então abriu os olhos vagarosamente, a visão incomodada pela luz forte entrando em foco devagar...
E viu, o rosto lindo do homem que amava encara-la, surpreso e embevecido.

N/A (Blog IRL): Então gente, palpites para o grande final? É já amanhã que postamos o último capítulo.
Bjs 

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